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Psicoterapia

30/05/2017




CRPRS debate Psicologia Humanista  

No sábado, 27/05, o CRPRS prestou uma homenagem ao Ir. Henrique Justo, precursor da Psicologia Humanista no Brasil no evento “Psicologia Humanista no Rio Grande do Sul”. O evento foi proposto pela psicóloga Aline Piason em parceria com professores do Centro Universitário Assis Gurgacz (FAG) de Cascavel, que estavam em Porto Alegre.

Na abertura do evento, a conselheira do CRPRS Luciara Itaqui, presidente da Comissão de Psicoterapia, destacou o trabalho que sendo feito pelo CRPRS de valorização da/o profissional psicóloga/o em diversas áreas. Luciara relatou as principais contribuições do Irmão Justo não somente à Psicologia no Rio Grande do Sul, mas para a construção da Psicologia no Brasil. “O CRPRS orgulha-se da trajetória de Ir. Justo na docência e como profissional dedicado, atuante e ético”, declarou Luciara. “Trabalhamos diariamente aqui no CRP para orientar, fiscalizar e legislar sobre a profissão e desejamos que a categoria possa, assim como o Ir. Justo, estar em permanente busca pelo conhecimento, respeitando as linhas teóricas e compreendendo que há várias Psicologias.”

Em sua fala, Irmão Henrique Justo falou sobre a importância de as/os novas/os psicólogas/os se capacitarem, refletindo sobre que tipo de profissional colocamos a serviço da comunidade. “Vocês já notaram que a maior parte dos profissionais, em todas as áreas, são medíocres? Por que as pessoas pedem indicações de bons profissionais? Se todos fossem bons, não haveria necessidade de perguntar”. Para Ir. Justo, a/o psicóloga/o deve construir sua identidade profissional reforçando aquilo que só essa/e profissional sabe fazer, lembrando que, ao exercer a profissão, a/o psicóloga/o está representando uma categoria inteira. “Temos que descobrir aquilo que só nós sabemos fazer e valorizar isso, exercendo a profissão com responsabilidade e conhecimento.”

Além de Ir. Justo, o evento contou com a participação das psicólogas Aline Piason e Eva Lucia Oliveira.

Aline, doutora em Psicologia pela PUC e especialista em Clínica em Psicoterapia Centrada na Pessoa, citou que as/os novas/os profissionais têm o desafio de dar segmento às importantes inovações e conquistas feitas pelo Ir. Justo, principalmente na área da Psicologia Humanista. Para ela, essa atuação deve sempre ser avaliada diante de circunstâncias da vida. “Na mídia, percebemos diariamente uma desvalorização da vida, com situações de violência e violações de direito, o que é bem preocupante. Percebemos que cada vez mais precisamos falar do lado humano, das nossas relações com esse olhar existencial da Psicologia Humanista”. Em sua apresentação, Aline citou as três atitudes enfatizadas por Carl Rogers na Área Clínica, nos processos psicoterapia, em qualquer abordagem teórica: consideração positiva incondicional, compreensão empática e congruência. Aline também ressaltou a importância de se ter espaços, como esse evento, para discutir a vivência da Psicologia Humanista no Rio Grande do Sul e pensar em seu futuro. “Será que a Psicologia Humanista já é coisa do passado? Será que temos que dar espaço para pensar outras coisas? Acredito que não. A Psicologia Humanista está muito atual e diluída em todos os espaços: psicologia escolar, jurídica, hospitalar. Em todos esses ambientes estamos precisando da Psicologia Humanista.”

Eva Lucia, especialista em Psicologia Clínica (Abordagem Centrada na Pessoa), apresentou-se como uma militante da Abordagem Centrada na Pessoa, do SUS e da reforma psiquiátrica e falou sobre a interface da Psicologia Humanista com as políticas públicas.  “Trabalhar em saúde coletiva com Abordagem Centrada na Pessoa é difícil, mas sempre acreditei que isso é possível.” Eva Lucia enfatizou o papel da/o psicóloga/o: ético, político e transformador. “Ser psicólogo é facilitar processos, produzir e promover vida. Precisamos exercer isso em qualquer espaço em que estejamos atuando. [...] Para isso, temos a necessidade de dialogar mais nos espaços que ocupamos, nas equipes de trabalho, com outras disciplinas ligadas à saúde, à educação, ao direito, enfim, a outros saberes”, concluiu.

Para ampliar as discussões sobre o tema, a conselheira Luciara Itaqui encerrou o evento convidando todas/os psicólogas/os a participarem das atividades promovidas pelo CRPRS, divulgadas no site crprs.org.br/atividades

Assista à gravação do evento no Canal do CRPRS no Youtube.

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