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Trabalho e Organizações

14/06/2016




Subsede Serra discute saúde mental no trabalho em tempos de crise  

A saúde mental dos/as trabalhadores/as em tempos de crise foi tema de uma roda de conversa promovida pelo GT de Psicologia do Trabalho da Subsede Serra do CRPRS no sábado, 11/06. No encontro foram debatidas questões gerais relacionadas à situação dos/as trabalhadores/as no momento atual, com a alta taxa de desemprego. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego ficou em 10,9% no primeiro trimestre de 2016 e a quantidade de pessoas desocupadas cresceu 22% em relação ao período de outubro a dezembro em 2015, quando 11,1 milhões de brasileiros/as perderam seus empregos. Dentre as consequências psicossociais do desemprego, destacam-se as consequências ao bem-estar psicológico como transtornos mentais leves, depressão, baixa autoestima, sentimento de insatisfação com a vida, dificuldades cognitivas e dificuldades de relacionamento familiar. Essas situações afetam ainda o bem-estar físico dos/as trabalhadores/as.

O encontro contou com a participação da psicóloga Luciene Jung de Campos, mestra em Organizações e Recursos Humanos (PPGA/UFRGS), doutora em Estudos da Linguagem (PPGLET/UFRGS) e professora adjunta do Centro de Ciências Humanas e da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hospitalidade da UCS; do historiador Marcelo Caon, mestre e doutor na área de Concentração em História das Sociedades Ibérica e Americanas pela PUCRS e professor na Faculdade Anglo-IDEAU.

Durante o debate, a psicóloga Luciene  ressaltou que “se sofremos com o trabalho, com a falta dele, sofremos em dobro”, indagando sobre a relevância da ocupação laboral na vida dos sujeitos. Para o historiador Marcelo, “ter um trabalho não é garantia de felicidade, pois existem tipos de trabalhos nos quais o homem não se reconhece ou o próprio trabalho não é reconhecido como tal”.

Estiveram presentes, ainda, Macuri Peteffi, graduando em Psicologia da UCS, e Stéfany Rettore Garbin, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS e bolsista CAPES/MEC. Os dois integram o projeto “Artesanato e Turismo: Saberes e Trocas Simbólicas”, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Turismo e Hospitalidade da UCS. Stéfany realizou a leitura de uma poesia autoral que propôs a reflexão sobre como o trabalho está em tudo que é consumido, sem que as pessoas possam se dar conta disso. Já Macuri ressaltou a importância da promoção de eventos que proporcionem espaços de reflexão e discussão. Para ele “eliminar o debate é excluir a possibilidade de pensar”.

 

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